Se você ou alguém que você conhece está lutando contra o transtorno bipolar, não hesite em buscar ajuda.
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Melhor Consultório de Psiquiatria para Transtorno Bipolar

Quando se trata de encontrar o melhor psiquiatra para o tratamento do transtorno bipolar em Ribeirão Preto, posso afirmar que a busca por profissionais qualificados e experientes é fundamental. O transtorno bipolar é uma condição complexa, que exige um olhar atento e um plano de tratamento personalizado. Por isso, conto com a experiência do Dr André Beraldo, que se destaca na área. Entendendo o Transtorno Bipolar O transtorno bipolar é caracterizado por mudanças de humor extremas, que vão de episódios de mania a episódios de depressão. Essas oscilações podem impactar significativamente a vida do paciente. Nesse contexto, o acompanhamento de um psiquiatra especializado é imprescindível para garantir o tratamento adequado e a estabilidade emocional do paciente. Por Que Escolher o Dr André Beraldo? O Dr André Beraldo é conhecido na cidade de Ribeirão Preto por sua abordagem empática e pelo compromisso com a saúde mental. Ele entende que cada paciente é único, e por isso, busca personalizar o tratamento de acordo com as necessidades individuais. Essa atenção às especificidades de cada caso é um diferencial que faz toda a diferença. Tratamentos Disponíveis No consultório, são oferecidos diversos métodos de tratamento, que podem incluir terapia medicamentosa e psicoterapia. O Dr André Beraldo está sempre atualizado com as últimas pesquisas e abordagens no tratamento do transtorno bipolar, garantindo que seus pacientes recebam o melhor cuidado possível. A Importância do Diagnóstico Precoce Um diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento do transtorno bipolar. Isso porque quanto mais cedo a condição for identificada, mais eficaz pode ser a intervenção. O Dr André Beraldo realiza avaliações detalhadas e utiliza ferramentas adequadas para garantir que o diagnóstico seja preciso. Testemunhos de Pacientes Os depoimentos de pacientes que passaram pelo tratamento com o Dr André Beraldo são um reflexo do impacto positivo que seu trabalho tem na vida das pessoas. Muitos relatam melhorias significativas e um maior bem-estar emocional após o tratamento. Isso é uma prova de que um bom profissional pode realmente fazer a diferença. Agende sua Consulta Hoje Mesmo Se você ou alguém que você conhece está lutando contra o transtorno bipolar, não hesite em buscar ajuda. O consultório do Dr André Beraldo está à disposição para oferecer o suporte necessário. Em Ribeirão Preto, você encontrará um espaço acolhedor e profissionais prontos para ajudar. Entre em contato e comece a sua jornada rumo ao bem-estar.

Estresse Agudo e Crônico: Qual a Causa da Ansiedade?
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Estresse Agudo e Crônico: Qual a Causa da Ansiedade?

O estresse é uma resposta natural do corpo a situações desafiadoras. Quando agudo, ele nos ajuda a reagir rapidamente, mas, quando crônico, pode desencadear ansiedade. A ansiedade surge quando o corpo fica em constante estado de alerta, mesmo sem perigo iminente. Qual a diferença entre estresse agudo e crônico? O estresse agudo é passageiro, como a tensão antes de uma apresentação. Já o crônico persiste por semanas ou meses, muitas vezes ligado a problemas contínuos, como pressão no trabalho ou conflitos familiares. Por que o estresse crônico causa ansiedade? O estresse crônico mantém o corpo em estado de alerta constante, liberando hormônios como o cortisol. Com o tempo, isso sobrecarrega o sistema nervoso, levando a sintomas de ansiedade, como preocupação excessiva e irritabilidade. Quais são os sintomas da ansiedade causada pelo estresse? Além da preocupação constante, a ansiedade pode causar palpitações, insônia, dificuldade de concentração e até dores físicas, como tensão muscular. Esses sintomas podem prejudicar a qualidade de vida. Como diferenciar estresse normal de um transtorno de ansiedade? O estresse normal diminui após a situação estressante. Já o transtorno de ansiedade persiste, mesmo sem motivo aparente, e interfere no dia a dia. Se os sintomas durarem mais de seis meses, é importante buscar ajuda profissional. A Origem da Ansiedade na Psicanálise Perspectivas clássicas e contemporâneas da psicanálise oferecem diferentes explicações para a ansiedade, desde conflitos inconscientes até pressões sociais modernas. Perspectiva Freudiana Para Freud, a ansiedade nasce de conflitos entre desejos reprimidos e exigências da realidade, distinguindo ansiedade realística (medo de perigos externos) da neurótica (impulsos internos ameaçadores). Visão de Melanie Klein Klein descreve ansiedade persecutória (medo de aniquilação nos primeiros meses de vida) e ansiedade depressiva (culpa e necessidade de reparação pela “destruição” do objeto bom). Perspectiva de Wilfred Bion Bion destaca a função de contenção materna e alerta para a ansiedade catastrófica, que surge quando o bebê não consegue transformar a angústia em pensamentos toleráveis. Concepção de Jacques Lacan Lacan associa a ansiedade à falta e ao desejo, revelando que ela surge quando o “objeto a” aparece excessivamente e provocando angústia de castração. Jorge Forbes e a Ansiedade na Sociedade Atual Forbes enfatiza a angústia da escolha e a lógica do não-todo: a multiplicidade de opções modernas sem referências simbólicas claras intensifica a ansiedade. Contardo Calligaris e a Ansiedade na Cultura Calligaris relaciona a ansiedade à identidade instável e à pressão de performance, mostrando como expectativas mutáveis geram um tipo crônico de angústia. Entenda de uma vez a ansiedade, seus tipos e tratamentos A ansiedade pode ter valência positiva, atuando como alerta, foco e motivação, ou valência negativa, provocando paralisia, sintomas físicos e ciclos de preocupação excessiva. Valência Positiva Em níveis moderados, a ansiedade melhora o desempenho e estimula soluções criativas, fortalecendo a resiliência emocional. Valência Negativa Quando intensa ou prolongada, a ansiedade causa insônia, tensão muscular, ataque de pânico e sobrecarga de cortisol, afetando saúde física e mental. Principais Transtornos de Ansiedade Transtorno de Ansiedade Generalizada; Transtorno de Pânico; Fobia Específica; Transtorno de Ansiedade Social; Transtorno de Estresse Pós-Traumático; Transtorno Obsessivo-Compulsivo; Transtorno de Ansiedade de Separação. Principais Tratamentos Farmacológicos para Ansiedade Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRS) Exemplos: Sertralina, Paroxetina, Escitalopram. Aumentam serotonina e melhoram o humor; efeitos colaterais: náusea, insônia, diminuição da libido. Inibidores da Recaptação de Serotonina e Norepinefrina (IRSN) Exemplos: Venlafaxina, Duloxetina. Aumentam serotonina e norepinefrina; efeitos colaterais: sudorese, aumento da pressão arterial, insônia. Benzodiazepínicos Exemplos: Alprazolam, Clonazepam, Diazepam. Alívio rápido, mas uso curto devido ao risco de dependência; efeitos: sonolência, tontura. Antidepressivos Tricíclicos (ADTs) Exemplos: Amitriptilina, Imipramina. Eficazes, porém com mais efeitos colaterais (boca seca, ganho de peso, sonolência). Buspirona Ansiolítico não benzodiazepínico atuando na serotonina; efeitos colaterais: tontura, dor de cabeça, náusea. Betabloqueadores Exemplos: Propranolol, Atenolol. Controlam sintomas físicos (tremores, palpitações) sem agir na causa psicológica. Linhas de Pesquisa Recentes em Psiquiatria Estudos em neurociência investigam desequilíbrios de neurotransmissores e papel da amígdala; pesquisas genéticas mapeiam predisposições; TCC e psicanálise recebem atualizações baseadas em evidências. O que fazer para controlar o estresse e a ansiedade? Praticar exercícios físicos, técnicas de relaxamento e manter uma rotina equilibrada ajudam a reduzir o estresse. Em casos mais graves, terapia e medicamentos prescritos por um psiquiatra podem ser essenciais. Quando procurar ajuda? Se o estresse e a ansiedade estiverem afetando sua saúde, relacionamentos ou trabalho, não hesite em buscar um profissional. O tratamento adequado pode transformar sua qualidade de vida. Referências Freud, S. (1926). Inibições, Sintomas e Ansiedade; American Psychiatric Association. (2013). DSM-5; World Health Organization. (2019). CID-11; Craske & Stein (2016). Anxiety. The Lancet; Bandelow & Michaelis (2015). Epidemiology of anxiety disorders.

Entenda como cada transtorno de personalidade influencia a forma de se relacionar e aprenda estratégias para melhorar vínculos e saúde mental.
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Transtornos de Personalidade e a Maneira Como Cada Transtorno Específico Lida com “O Outro”

Os transtornos de personalidade são padrões persistentes e inflexíveis de comportamento, cognição e relacionamento interpessoal. A forma como cada transtorno lida com o outro é um dos aspectos centrais para sua compreensão, pois a personalidade se manifesta principalmente na relação com o mundo e com as pessoas. Transtorno Paranoide da Personalidade Indivíduos com esse transtorno são caracterizados por uma desconfiança excessiva em relação aos outros. Interpretam as intenções alheias como hostis ou manipuladoras, mesmo sem evidências. Assim, evitam a vulnerabilidade, mantendo distância emocional e relacional. Transtorno Esquizoide da Personalidade São pessoas que demonstram pouco interesse em relações sociais. O outro é visto como desnecessário ou irrelevante. Preferem a solidão, não buscam intimidade e sentem pouca necessidade de conexão emocional. Transtorno Esquizotípico da Personalidade Relacionam-se com o outro de forma excêntrica e desconfortável. Apresentam pensamento mágico, crenças incomuns e desconfiança social. Mantêm uma distância afetiva por medo de serem mal compreendidos ou rejeitados. Transtorno Antissocial da Personalidade O outro é visto como um meio para um fim. Indivíduos com esse transtorno são manipuladores, impulsivos e indiferentes aos direitos alheios. A empatia é reduzida e as relações são baseadas no interesse próprio e na exploração. Transtorno Borderline da Personalidade A relação com o outro é intensa e instável. Oscilam entre idealização e desvalorização de parceiros, amigos e familiares. O medo do abandono é central, levando a atitudes impulsivas e relacionamentos turbulentos. Transtorno Histriônico da Personalidade A interação social é marcada pela busca constante de atenção. O outro é visto como um público para validar sua identidade. Emoções exageradas e comportamentos sedutores são comuns para garantir reconhecimento. Transtorno Narcisista da Personalidade O outro é um espelho que deve refletir sua grandiosidade. Pessoas com esse transtorno buscam admiração e reconhecimento, mas têm dificuldades em estabelecer empatia. As relações são frequentemente superficiais e utilitárias. Transtorno Evitativo da Personalidade O outro é visto como uma fonte potencial de rejeição e humilhação. Indivíduos com esse transtorno evitam interações sociais por medo intenso de críticas. Desejam conexões, mas sua insegurança os impede de se expor emocionalmente. Transtorno Dependente da Personalidade A relação com o outro é pautada pela subordinação. Indivíduos com esse transtorno têm grande medo de serem abandonados e se apoiam excessivamente em terceiros para tomar decisões e lidar com desafios diários. Transtorno Obsessivo-Compulsivo da Personalidade O outro é visto como desorganizado ou inadequado se não segue suas normas. Pessoas com esse transtorno valorizam ordem, controle e perfeccionismo, o que pode dificultar a flexibilidade nas relações e gerar conflitos interpessoais. Cada transtorno de personalidade define a relação com o outro de uma forma particular, influenciando padrões de vínculo, interação e percepção interpessoal. O entendimento dessas dinâmicas é essencial para intervenções terapêuticas e para a construção de relações mais saudáveis.

Protocolo de Tratamento para Depressão Resistente ao Tratamento (DRT)
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Protocolo de Tratamento para Depressão Resistente ao Tratamento (DRT)

Muitos colegas psiquiatras não têm o hábito de seguir protocolos estruturados no manejo da depressão resistente ao tratamento (DRT). No entanto, protocolos clínicos são fundamentais para garantir que todas as opções terapêuticas sejam consideradas, aumentando as chances de melhora dos sintomas e resolução completa ou parcial do quadro depressivo. O STAR*D (Sequenced Treatment Alternatives to Relieve Depression), o maior e mais emblemático estudo sobre depressão resistente ao tratamento, demonstrou que a resposta ao tratamento é um processo dinâmico e que pode exigir múltiplas estratégias antes da remissão completa dos sintomas. Esse estudo reforça a importância de uma abordagem sistemática e estruturada para a DRT, com fases de tratamento bem definidas e uma avaliação contínua da resposta clínica. No meu modelo de atendimento, cada paciente recebe uma proposta terapêutica organizada e planejada, sempre discutindo as fases do tratamento, alinhando expectativas e garantindo um acompanhamento adequado. O tratamento é formulado a partir da avaliação inicial (primeira consulta) e pode seguir um plano de acompanhamento semestral ou anual, dependendo da complexidade do caso. Meu Modelo de Atendimento ✔ Princípio do “Start slow and go slow” no manejo de psicofármacos, priorizando segurança e minimização de efeitos colaterais. ✔ Busco medicar o menos possível, e em alguns casos, a terapia pode ser suficiente para a melhora clínica. ✔ Prescrição preferencial de medicamentos de laboratórios de referência, garantindo maior confiabilidade nos tratamentos. ✔ Ajuste de medicação é um processo complexo, e encontrar a dose e o fármaco ideais pode levar meses. O tempo adequado de uso é essencial para avaliar se o tratamento foi plenamente eficaz ou apenas parcialmente efetivo. ✔ Para alguns casos específicos, posso indicar o teste farmacogenético, auxiliando na escolha da medicação mais adequada para cada paciente. ✔ Para quadros graves, a cetamina (esketamina intranasal) ou internação psiquiátrica podem ser recomendadas, garantindo suporte intensivo ao paciente. Objetivos do Tratamento da DRT ✔ Melhora dos sintomas (redução da intensidade e frequência dos episódios depressivos). ✔ Remissão total ou parcial do quadro depressivo. ✔ Melhora funcional e qualidade de vida. ✔ Evitar recaídas e cronificação da depressão. Etapas do Tratamento da DRT 1. Avaliação Inicial e Confirmação do Diagnóstico Antes de definir um plano de tratamento, é essencial uma avaliação detalhada para garantir que o quadro seja realmente uma Depressão Resistente ao Tratamento e não outra condição, como: ✔ Transtorno bipolar mascarado como depressão. ✔ Depressão com comorbidades psiquiátricas (TDAH, transtornos de personalidade, ansiedade severa). ✔ Fatores clínicos ou metabólicos interferindo no tratamento (hipotireoidismo, resistência à insulina). ✔ Falha de adesão ou dosagem inadequada dos antidepressivos. Caso haja alguma dessas interferências, elas precisam ser tratadas antes de considerar a DRT. 2. Primeira Linha de Tratamento Para pacientes com falha em dois antidepressivos diferentes, usados adequadamente: • Troca de Antidepressivo: mudança de classe, por exemplo, ISRS → IRSN (ex.: sertralina para venlafaxina), IRSN → Tricíclicos (ex.: duloxetina para nortriptilina), inclusão de mirtazapina ou vortioxetina. • Potencialização do Tratamento: uso de lítio (nível sérico alvo: 0,6-0,8 mmol/L), antipsicóticos atípicos em baixas doses (aripiprazol, quetiapina, olanzapina) ou T3 (triiodotironina) em baixa dose. • Monitoramento: avaliação a cada 4-6 semanas para ajuste da dose ou reavaliação da estratégia. 3. Segunda Linha de Tratamento Em caso de persistência dos sintomas: • Combinação de Antidepressivos: ISRS + mirtazapina, IRSN + bupropiona, tricíclicos + lítio. • Tratamentos Não-Farmacológicos: Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) para DRT moderada, ketamina/esketamina intranasal para casos graves ou com risco de suicídio. • Psicoterapia Intensiva: terapia psicodinâmica para aprofundar a compreensão das origens emocionais inconscientes. 4. Tratamento Avançado Para casos mais graves e refratários: • Eletroconvulsoterapia (ECT) quando há risco de suicídio iminente ou depressão psicótica. • Estimulação do Nervo Vago (ENV) para pacientes com falha em múltiplos tratamentos. • Avaliação para internação psiquiátrica se houver risco elevado de autoextermínio. Planos de Acompanhamento Após a estabilização do quadro, é fundamental manter um acompanhamento estruturado para prevenir recaídas e garantir a melhora funcional do paciente. Os planos podem ser semestrais ou anuais, dependendo da complexidade do caso e da resposta ao tratamento. Os acompanhamentos são oferecidos para os seguintes quadros: depressão, burnout, ansiedade, TDAH e casos específicos de afastamento laboral e aposentadoria por invalidez (laudos médicos). Para informações sobre outros planos de acompanhamento, entre em contato. Acompanhamento e Continuidade do Tratamento O tratamento da Depressão Resistente ao Tratamento (DRT) exige paciência, comprometimento e um planejamento estruturado. Seguir um protocolo clínico aumenta significativamente as chances de resposta e remissão da doença. No meu modelo de atendimento, busco sempre explicar cada fase do tratamento ao paciente, alinhar expectativas realistas sobre a evolução do quadro e criar um plano individualizado. Estou em processo de adequação às normas para a realização de esketamina intranasal em consultório, uma alternativa promissora para casos graves. Se você enfrenta depressão resistente, saiba que há opções eficazes e que é possível melhorar e alcançar a remissão completa. “A capacidade do médico de curar é limitada. Porém, a de cuidar não tem limites.” – Prof. Celso Porto. Entre em contato para saber mais sobre os planos de acompanhamento e iniciar seu tratamento.

Descubra como conexões saudáveis, perdão e autoconhecimento moldam sua identidade e promovem saúde mental em relacionamentos.
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Saúde Mental e Relacionamentos: Uma Jornada de Identidade

Entre as decisões mais significativas da vida, a escolha do parceiro afetivo e da profissão ocupam lugar central. Essas escolhas, porém, coexistem com uma demanda paradoxal da modernidade: a busca por um equilíbrio impossível. Afinal, desempenhamos simultaneamente papéis tão diversos como filhos, pais, profissionais, amigos e membros de comunidades – uma teia de relações que exige constante adaptação. Se os caranguejos-eremitões podem viver em isolamento absoluto, nós, humanos, somos seres intrinsecamente sociais. Relacionar-se não é apenas uma necessidade, mas um ato de sobrevivência. O Perdão como Pilar da Saúde Mental Contudo, construir conexões saudáveis implica lidar com frustrações inevitáveis. É aqui que o perdão emerge como pilar da saúde mental: não como uma concessão ao outro, mas como um gesto de liberdade interior. Nossa história relacional começa antes mesmo do nascimento, no útero materno, e segue em rupturas e reconstruções. O primeiro desapego ocorre ao virmos ao mundo, substituindo a simbiose uterina pelo vínculo com o seio materno. O desmame, por sua vez, inaugura a relação com figuras parentais – reais ou projetadas – que moldam nossa percepção de afeto e segurança. Fases Iniciais da Relação Humana Na infância, as professoras tornam-se objetos de admiração e, posteriormente, de “perda” simbólica à medida que avançamos nos ciclos escolares. A adolescência amplia essas dinâmicas: as transformações hormonais, os pesadelos vívidos e a oscilação entre grupos sociais refletem a crise identitária própria dessa fase. Ao ingressar na universidade, mergulhamos em um universo de questionamentos existenciais: “O que penso sobre a vida? Como sou percebido pelos outros?” Surge então uma armadilha: a ilusão de que devemos explicações ao mundo, quando, na verdade, a única dívida genuína é conosco mesmos. Escolhas de Parceiro e Profissão Isso nos leva a refletir: são realmente a escolha do parceiro e da profissão as decisões mais cruciais? Ou seriam espelhos de uma questão maior – nossa relação com o dinheiro, o material e o espiritual? A forma como interagimos com o mundo externo revela muito sobre nosso universo interno. Freud já apontava que não somos entidades estáticas: somos feitos de memórias, esquecimentos, diálogos, erros e impulsos incontroláveis. Relacionamentos como Ferramentas de Autoconhecimento Nesse contexto, os relacionamentos funcionam como ferramentas de autoconhecimento. Quando nos perguntamos “Como me vejo nos outros?” ou “De que modo sirvo de referência para eles?”, estamos diante do cerne da identidade humana. A busca por significado passa inevitavelmente pela forma como nos conectamos – e é aqui que a espiritualidade se entrelaça à psicologia. Empatia Radical e Complexidade Humana Se enxergar o próximo como “imagem e semelhança de Deus” soa abstrato, podemos traduzi-lo em termos práticos: reconhecer no outro a mesma complexidade que nos habita – medos, contradições e potencial de crescimento. Quem não cultiva essa empatia radical pode até construir uma felicidade superficial, mas jamais sustentável. Afinal, o sofrimento emocional muitas vezes surge do descompasso entre nossas expectativas e a realidade dos vínculos que mantemos. Navegando os Desequilíbrios da Vida Em última análise, a saúde mental não reside no equilíbrio perfeito, mas na capacidade de navegar desequilíbrios. Relacionar-se consigo e com os outros não é opcional: é a própria engrenagem que move (e dá sentido) à brevidade da existência material.

Estresse Agudo e Crônico: Qual a Causa da Ansiedade?
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Estresse Agudo e Crônico: Qual a Causa da Ansiedade?

Estresse Agudo e Crônico: Qual a Causa da Ansiedade? O estresse é uma resposta natural do corpo a situações desafiadoras. Quando agudo, ele nos ajuda a reagir rapidamente, mas, quando crônico, pode desencadear ansiedade. A ansiedade surge quando o corpo fica em constante estado de alerta, mesmo sem perigo iminente. Qual a diferença entre estresse agudo e crônico? O estresse agudo é passageiro, como a tensão antes de uma apresentação. Já o crônico persiste por semanas ou meses, muitas vezes ligado a problemas contínuos, como pressão no trabalho ou conflitos familiares. Por que o estresse crônico causa ansiedade? O estresse crônico mantém o corpo em estado de alerta constante, liberando hormônios como cortisol. Com o tempo, isso sobrecarrega o sistema nervoso, levando a sintomas de ansiedade, como preocupação excessiva e irritabilidade. Quais são os sintomas da ansiedade causada pelo estresse? Além da preocupação constante, a ansiedade pode causar palpitações, insônia, dificuldade de concentração e até dores físicas, como tensão muscular. Esses sintomas podem prejudicar a qualidade de vida. Como diferenciar estresse normal de um transtorno de ansiedade? O estresse normal diminui após a situação estressante. Já o transtorno de ansiedade persiste, mesmo sem motivo aparente, e interfere no dia a dia. Se os sintomas durarem mais de seis meses, é importante buscar ajuda profissional. A Origem da Ansiedade na Psicanálise A psicanálise oferece diferentes perspectivas sobre a ansiedade. Sigmund Freud, pai da psicanálise, a descreveu como um sinal de conflitos inconscientes entre desejos reprimidos e as exigências da realidade. Para Freud, a ansiedade era uma manifestação do ego tentando lidar com forças psíquicas conflitantes, como o id e o superego. Perspectiva Freudiana Sigmund Freud, pai da psicanálise, descreveu a ansiedade como um sinal de conflitos inconscientes entre desejos reprimidos e as exigências da realidade. Ele diferenciou a ansiedade realística (medo de perigos externos) da ansiedade neurótica (resultante de impulsos internos ameaçadores). Para Freud, a ansiedade era uma manifestação do ego tentando lidar com forças psíquicas conflitantes, como o id e o superego. Visão de Melanie Klein Melanie Klein entende a ansiedade como um elemento fundamental do desenvolvimento psíquico, ligada à relação primária com a mãe. Ela descreveu dois tipos principais de ansiedade: Ansiedade persecutória (posição esquizoparanóide) e Ansiedade depressiva (posição depressiva). Perspectiva de Wilfred Bion Wilfred Bion, influenciado por Klein, considera a ansiedade como um fator crucial no crescimento mental. A função materna de contenção e a ansiedade catastrófica estão entre os principais aspectos discutidos por ele. Concepção de Jacques Lacan Jacques Lacan propõe que a ansiedade está relacionada à falta e ao desejo, com conceitos como “a ansiedade não engana”, “objeto a” e a “angústia da castração”. Jorge Forbes e a Ansiedade na Sociedade Atual Jorge Forbes, dentro da psicanálise lacaniana contemporânea, enfatiza a relação entre ansiedade e a sociedade pós-moderna, abordando a “angústia da escolha” e a “lógica do não-todo”. Contardo Calligaris e a Ansiedade na Cultura Contardo Calligaris, inspirado em Freud e Lacan, enxerga a ansiedade dentro da cultura e da identidade, destacando a “ansiedade e identidade” e a “angústia da performance”. Como a Psicanálise e a Psicoterapia de Orientação Analítica Tratam a Ansiedade? A psicanálise e a psicoterapia de orientação analítica abordam a ansiedade como um sintoma de conflitos inconscientes, buscando explorar as raízes desses conflitos através de técnicas como livre associação, interpretação dos sonhos e transferência. Entenda de uma vez a ansiedade, seus tipos, os tratamentos e saiba diferenciá-los A ansiedade pode ter tanto uma valência positiva quanto negativa, dependendo da intensidade e do contexto vivido pelo sujeito. Valência Positiva da Ansiedade A ansiedade, quando moderada e funcional, desempenha um papel adaptativo e motivador. Ela pode ajudar a manter o alerta, melhorar o desempenho e impulsionar a ação para alcançar objetivos. Valência Negativa da Ansiedade Quando intensa ou prolongada, a ansiedade se torna disfuncional e prejudicial, gerando paralisia, sintomas físicos e impacto na saúde emocional e física. Transtornos de Ansiedade Os principais transtornos de ansiedade incluem Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), Transtorno de Pânico, Fobia Específica, Transtorno de Ansiedade Social, Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT), Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e Transtorno de Ansiedade de Separação. Principais Tratamentos Farmacológicos para Ansiedade Os tratamentos farmacológicos incluem Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRS), Inibidores da Recaptação de Serotonina e Norepinefrina (IRSN), Benzodiazepínicos, Antidepressivos Tricíclicos (ADTs), Buspirona e Betabloqueadores. Linhas de Pesquisa Recentes em Psiquiatria Estudos recentes exploram a ansiedade sob diversas perspectivas, incluindo neurociência, genética, psicologia evolutiva e abordagens psicoterapêuticas. O que fazer para controlar o estresse e a ansiedade? Praticar exercícios físicos, técnicas de relaxamento e manter uma rotina equilibrada são essenciais. Terapia e, se necessário, medicamentos prescritos por um Psiquiatra podem ser necessários em casos mais graves. Quando procurar ajuda? Se o estresse e a ansiedade estiverem afetando sua saúde, relacionamentos ou trabalho, procure ajuda profissional. O tratamento adequado pode melhorar sua qualidade de vida. Referências: Freud, S. (1926). Inibições, Sintomas e Ansiedade. American Psychiatric Association. (2013). Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-5). World Health Organization. (2019). International Classification of Diseases (ICD-11). Craske, M. G., & Stein, M. B. (2016). Anxiety. The Lancet. Bandelow, B., & Michaelis, S. (2015). Epidemiology of anxiety disorders in the 21st century. Dialogues in Clinical Neuroscience.

Saúde Mental e Relacionamentos: Uma Jornada de Identidade
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Saúde Mental e Relacionamentos: Uma Jornada de Identidade

Saúde Mental e Relacionamentos: Uma Jornada de Identidade Entre as decisões mais significativas da vida, a escolha do parceiro afetivo e da profissão ocupam lugar central. Essas escolhas, porém, coexistem com uma demanda paradoxal da modernidade: a busca por um equilíbrio impossível. Afinal, desempenhamos simultaneamente papéis tão diversos como filhos, pais, profissionais, amigos e membros de comunidades – uma teia de relações que exige constante adaptação. Se os caranguejos-eremitões podem viver em isolamento absoluto, nós, humanos, somos seres intrinsecamente sociais. Relacionar-se não é apenas uma necessidade, mas um ato de sobrevivência. A Busca por Equilíbrio Contudo, construir conexões saudáveis implica lidar com frustrações inevitáveis. É aqui que o perdão emerge como pilar da saúde mental: não como uma concessão ao outro, mas como um gesto de liberdade interior. Nossa história relacional começa antes mesmo do nascimento, no útero materno, e segue em rupturas e reconstruções. O primeiro desapego ocorre ao virmos ao mundo, substituindo a simbiose uterina pelo vínculo com o seio materno. O desmame, por sua vez, inaugura a relação com figuras parentais – reais ou projetadas – que moldam nossa percepção de afeto e segurança. Transformações na Infância e Adolescência Na infância, as professoras tornam-se objetos de admiração e, posteriormente, de “perda” simbólica à medida que avançamos nos ciclos escolares. A adolescência amplia essas dinâmicas: as transformações hormonais, os pesadelos vívidos e a oscilação entre grupos sociais refletem a crise identitária própria dessa fase. Ao ingressar na universidade, mergulhamos em um universo de questionamentos existenciais: “O que penso sobre a vida? Como sou percebido pelos outros?” Surge então uma armadilha: a ilusão de que devemos explicações ao mundo, quando, na verdade, a única dívida genuína é conosco mesmos. A Decisão de Escolher Isso nos leva a refletir: são realmente a escolha do parceiro e da profissão as decisões mais cruciais? Ou seriam espelhos de uma questão maior – nossa relação com o dinheiro, o material e o espiritual? A forma como interagimos com o mundo externo revela muito sobre nosso universo interno. Freud já apontava que não somos entidades estáticas: somos feitos de memórias, esquecimentos, diálogos, erros e impulsos incontroláveis. Relacionamentos como Ferramentas de Autoconhecimento Nesse contexto, os relacionamentos funcionam como ferramentas de autoconhecimento. Quando nos perguntamos “Como me vejo nos outros?” ou “De que modo sirvo de referência para eles?”, estamos diante do cerne da identidade humana. A busca por significado passa inevitavelmente pela forma como nos conectamos – e é aqui que a espiritualidade se entrelaça à psicologia. A Empatia Radical Se enxergar o próximo como “imagem e semelhança de Deus” soa abstrato, podemos traduzi-lo em termos práticos: reconhecer no outro a mesma complexidade que nos habita – medos, contradições e potencial de crescimento. Quem não cultiva essa empatia radical pode até construir uma felicidade superficial, mas jamais sustentável. Afinal, o sofrimento emocional muitas vezes surge do descompasso entre nossas expectativas e a realidade dos vínculos que mantemos. A Saúde Mental e o Desequilíbrio Em última análise, a saúde mental não reside no equilíbrio perfeito, mas na capacidade de navegar desequilíbrios. Relacionar-se consigo e com os outros não é opcional: é a própria engrenagem que move (e dá sentido) à brevidade da existência material. Contato com o Psiquiatra Se você está enfrentando dificuldades relacionadas à saúde mental ou aos seus relacionamentos, um Psiquiatra especializado pode ajudar. Entre em contato com o Dr. André Beraldo para uma consulta personalizada.

Protocolo de Tratamento para Depressão Resistente ao Tratamento (DRT)
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Protocolo de Tratamento para Depressão Resistente ao Tratamento (DRT)

Protocolo de Tratamento para Depressão Resistente ao Tratamento (DRT) O tratamento da Depressão Resistente ao Tratamento (DRT) exige um acompanhamento rigoroso e um protocolo clínico bem estruturado para garantir a eficácia do tratamento e a melhor resposta possível do paciente. A utilização de protocolos clínicos no manejo da DRT é crucial para aumentar as chances de recuperação completa ou parcial, considerando todas as opções terapêuticas disponíveis. Meu Modelo de Atendimento Em meu atendimento, cada paciente recebe um plano terapêutico detalhado, levando em conta as diferentes fases do tratamento e alinhando expectativas. As principais características do meu modelo de atendimento são: Objetivos do Tratamento da DRT O tratamento visa os seguintes objetivos: Etapas do Tratamento da DRT 1. Avaliação Inicial e Confirmação do Diagnóstico Antes de definir um plano de tratamento, uma avaliação detalhada é fundamental para garantir que o quadro seja realmente uma Depressão Resistente ao Tratamento. Alguns diagnósticos diferenciais que devem ser considerados incluem: 2. Primeira Linha de Tratamento Para pacientes com falha em dois antidepressivos diferentes, o tratamento pode envolver: 3. Segunda Linha de Tratamento Se os sintomas persistirem, a segunda linha pode incluir: 4. Tratamento Avançado Nos casos mais graves e refratários, as opções de tratamento podem incluir: Planos de Acompanhamento Após a estabilização do quadro, é fundamental um acompanhamento estruturado para prevenir recaídas e garantir a melhora funcional do paciente. Os planos de acompanhamento podem ser semestrais ou anuais, dependendo da complexidade do caso. Conclusão: Acompanhamento e Continuidade do Tratamento O tratamento da Depressão Resistente ao Tratamento (DRT) exige paciência, comprometimento e planejamento estruturado. Seguir um protocolo clínico aumenta significativamente as chances de resposta e remissão da doença. O acompanhamento contínuo é essencial para manter os resultados e evitar recaídas. Em meu modelo de atendimento, busco sempre: Além disso, estou em processo de adequação às normas para a realização de esketamina intranasal em consultório, uma alternativa promissora para casos graves e resistentes ao tratamento convencional. Se você está enfrentando um quadro de depressão resistente, saiba que existem opções eficazes de tratamento e que é possível melhorar e até alcançar a remissão completa. “A capacidade do médico de curar é limitada. Porém, a de cuidar não tem limites.” – Prof. Celso Porto. Para mais informações sobre os planos de acompanhamento e iniciar seu tratamento, entre em contato.

Transtornos de Personalidade e a Maneira Como Cada Transtorno Específico Lida com “O Outro”
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Transtornos de Personalidade e a Maneira Como Cada Transtorno Específico Lida com “O Outro”

Transtornos de Personalidade e a Maneira Como Cada Transtorno Específico Lida com “O Outro” Os transtornos de personalidade são padrões persistentes e inflexíveis de comportamento, cognição e relacionamento interpessoal. A forma como cada transtorno lida com o outro é um dos aspectos centrais para sua compreensão, pois a personalidade se manifesta principalmente na relação com o mundo e com as pessoas. Transtorno Paranoide da Personalidade Indivíduos com esse transtorno são caracterizados por uma desconfiança excessiva em relação aos outros. Interpretam as intenções alheias como hostis ou manipuladoras, mesmo sem evidências. Assim, evitam a vulnerabilidade, mantendo distância emocional e relacional. Transtorno Esquizoide da Personalidade São pessoas que demonstram pouco interesse em relações sociais. O outro é visto como desnecessário ou irrelevante. Preferem a solidão, não buscam intimidade e sentem pouca necessidade de conexão emocional. Transtorno Esquizotípico da Personalidade Relacionam-se com o outro de forma excêntrica e desconfortável. Apresentam pensamento mágico, crenças incomuns e desconfiança social. Mantêm uma distância afetiva por medo de serem mal compreendidos ou rejeitados. Transtorno Antissocial da Personalidade O outro é visto como um meio para um fim. Indivíduos com esse transtorno são manipuladores, impulsivos e indiferentes aos direitos alheios. A empatia é reduzida e as relações são baseadas no interesse próprio e na exploração. Transtorno Borderline da Personalidade A relação com o outro é intensa e instável. Oscilam entre idealização e desvalorização de parceiros, amigos e familiares. O medo do abandono é central, levando a atitudes impulsivas e relacionamentos turbulentos. Transtorno Histriônico da Personalidade A interação social é marcada pela busca constante de atenção. O outro é visto como um público para validar sua identidade. Emoções exageradas e comportamentos sedutores são comuns para garantir reconhecimento. Transtorno Narcisista da Personalidade O outro é um espelho que deve refletir sua grandiosidade. Pessoas com esse transtorno buscam admiração e reconhecimento, mas têm dificuldades em estabelecer empatia. As relações são frequentemente superficiais e utilitárias. Transtorno Evitativo da Personalidade O outro é visto como uma fonte potencial de rejeição e humilhação. Indivíduos com esse transtorno evitam interações sociais por medo intenso de críticas. Desejam conexões, mas sua insegurança os impede de se expor emocionalmente. Transtorno Dependente da Personalidade A relação com o outro é pautada pela subordinação. Indivíduos com esse transtorno têm grande medo de serem abandonados e se apoiam excessivamente em terceiros para tomar decisões e lidar com desafios diários. Transtorno Obsessivo-Compulsivo da Personalidade O outro é visto como desorganizado ou inadequado se não segue suas normas. Pessoas com esse transtorno valorizam ordem, controle e perfeccionismo, o que pode dificultar a flexibilidade nas relações e gerar conflitos interpessoais. Conclusão Cada transtorno de personalidade define a relação com o outro de uma forma particular, influenciando padrões de vínculo, interação e percepção interpessoal. O entendimento dessas dinâmicas é essencial para intervenções terapêuticas e para a construção de relações mais saudáveis.

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma condição neurodesenvolvimental frequentemente diagnosticada na infância, mas que também persiste na vida adulta em muitos casos.
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Como saber se eu tenho TDAH?

TDAH: Perguntas Essenciais na Avaliação Diagnóstica O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma condição neurodesenvolvimental frequentemente diagnosticada na infância, mas que também persiste na vida adulta em muitos casos. Sua avaliação exige uma abordagem cuidadosa e multifacetada, especialmente em adultos, devido à sobreposição de sintomas com outras condições e às implicações funcionais do transtorno ao longo da vida. Durante a entrevista diagnóstica, algumas perguntas-chave ajudam a identificar padrões comportamentais e históricos que são altamente sugestivos do TDAH.Aqui está uma lista organizada e expandida de perguntas, com outras que considero fundamentais no diagnóstico do TDAH no adulto, organizadas de forma lógica e sequencial para facilitar a coleta de informações durante a entrevista: Histórico de Desenvolvimento e Primeiros Anos de Vida • Como foi a gestação da sua mãe? Houve complicações, como parto prematuro ou uso de substâncias?• Houve atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, como demora para falar, andar ou controlar os esfíncteres?• Você era uma criança inquieta, desatenta ou que se envolvia em problemas com frequência na escola?• Algum professor ou adulto já sugeriu que você tivesse dificuldades de atenção ou hiperatividade? Escolaridade e Vida Acadêmica • Como foi seu desempenho escolar? Teve dificuldades em se concentrar nas aulas ou realizar tarefas?• Já ficou de recuperação ou reprovou algum ano escolar ou durante a faculdade?• Como você lidava com provas, trabalhos e organização do material escolar?• Havia comentários de professores ou familiares sobre “não estar aproveitando o potencial” por distração ou desorganização? Rotina e Organização Atual • Como você lida com o tempo? Consegue organizar suas atividades diárias ou frequentemente se sente sobrecarregado?• Esquece com frequência compromissos, chega atrasado a eventos ou perde objetos importantes?• Tem dificuldade para manter rotinas ou finalizar tarefas começadas?• Costuma procrastinar, especialmente em tarefas que exigem concentração? Vida Profissional • Qual é o seu histórico de trabalho?• Tem um emprego estável ou já mudou de emprego com frequência?• Você encontra dificuldade em manter foco e produtividade no ambiente de trabalho?• Já teve problemas com superiores ou colegas devido à falta de atenção ou impulsividade? Vida Financeira • Como é a sua relação com dinheiro?• Já teve dívidas ou problemas financeiros por dificuldade em planejar gastos ou impulsividade nas compras?• Consegue manter um orçamento organizado ou tem dificuldades com isso? Relações Interpessoais • Como você descreveria seus relacionamentos?• Tem relacionamento estável e de longa data ou já teve muitos relacionamentos com vários parceiros(as)?• Já recebeu críticas de parceiros(as) ou amigos(as) por distração, esquecimento ou comportamento impulsivo? Saúde Física e Segurança • Já sofreu acidentes de carro ou se envolveu em situações de risco por distração ou impulsividade?• Já fraturou algum membro ou sofreu lesões frequentes?• Tem facilidade em praticar esportes?• Costuma evitar atividades repetitivas ou que demandam esforço mental prolongado? Uso de Substâncias e Saúde Mental • Já experimentou drogas ou teve problemas com uso de substâncias?• Usa álcool ou outras substâncias para “relaxar” ou melhorar o foco?• Já foi diagnosticado ou tratado por algum transtorno mental, como ansiedade ou depressão?• Tem histórico de compulsão alimentar ou outros transtornos alimentares? Histórico Familiar • Alguém na sua família já foi diagnosticado com TDAH?• Algum parente próximo apresenta comportamentos semelhantes aos seus, como desorganização, impulsividade ou dificuldades de atenção? Reflexos do TDAH na Vida Adulta • Como você acha que sua dificuldade de atenção ou hiperatividade impacta sua vida hoje?• Em quais áreas você sente mais dificuldade: trabalho, relacionamentos, estudos ou tarefas cotidianas?• Quais estratégias você já tentou para lidar com essas dificuldades? Foram eficazes? Conclusão A organização dessa sequência permite ao avaliador entender o histórico do paciente de forma ampla e cronológica, abordando desde os primeiros sinais do TDAH até o impacto atual em diferentes áreas da vida. Assim, é possível identificar padrões compatíveis com o transtorno e diferenciar de outras condições que podem mimetizar sintomas. Justificativa para as Perguntas no Diagnóstico de TDAH no Adulto A seguir, detalho o motivo de cada pergunta no contexto da avaliação diagnóstica de TDAH no adulto, considerando sua relevância clínica e prática:

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